Blog da NS Candelária Indaiatuba


Poema ao Professor

Professor na alegria e na dor.

Na aposta que ele faz no futuro de alguém ou alguns.

Ensinar o hoje para usar no amanha.

Regar com conhecimento uma mente a produzir bons resultados

Buscar no mundo caminhos e proporcionar uma vida melhor

Professor que acredita no aluno que está diante de si e que precisa do saber

 

Professor na alegria e na dor.

Que no melhor de sua saúde doa o amor.

Nada contra a corrente, por que acredita que é ensinando que o mundo será melhor.

Aquele que professa uma crença, mesmo que seja na sua disciplina.

Não tem herdeiros, mas tem discípulos, mesmo que só o entendam quando já forem velhos.

Muitos o admiram, pelo conhecimento, disposição, amor a causa.

 

Professor na alegria e na dor.

Mesmo que a classe tenha cinquenta ele sustenta.

Triste fica quando dos cinquenta, ficam pelo caminho até quarenta.

Olha para o mundo com olhos diferentes, de quem vê no futuro o brilho daquele que ensina.

Orgulha-se quando o aluno supera o mestre.

Entristece quando pede seu discípulo para mundo.

 

Professor na alegria e na dor.

Tem que lutar com ardor.

Certeza que seu discípulo será um vencedor.

 

Professor que usa a didática do Senhor, o amor.



Escrito por Afonso Clemente às 20h28
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A vinha do Senhor nos tempos de hoje

As leituras do Evangelho de Mateus (Mt 21, 33-43) e a Primeira Leitura de Isaias (Is 5, 1-7) são de uma propriedade agradável ao nossos ouvidos, falando sobre o cuidado com a vinha do senhor.  A vinha de que fala a Liturgia é a alma do ser humano a quem Deus ama e cuida,  a ponto de enviar profetas e o próprio filho para cuidar e ensinar os caminhos.

Se tomarmos a leitura completa do evangelho de Mateus no capítulo 21 nos versículos de 33 a 43 observamos que ele nos fala na vinha do senhor, a forma como a plantou e preparou para produzir frutos a serem colhidos e por fim a  entregou  para seus arrendatários a quem confiou que cuidassem de sua obra.

O que é uma vinha.

Atualmente o mundo é bem industrializado, conhecemos o vinho nas prateleiras dos supermercados e de certa forma nem todos tem um conhecimento com o processo da produção de vinho. É uma tarefa que exige esforço, dedicação e conhecimento dos segredos do cultivo de cada tipo de uva, do melhor modo de cuidá-la e da época certa para a colheita, segundo a qualidade do vinho que se deseja obter. É preciso levar as uvas para um lagar, espremê-las – o método tradicional consiste em pisá-las, deixar repousar o suco até a fermentação e decantá-lo para então ser, eventualmente, depositado em barris, em certos casos durante anos, e, por fim, ser envasado. Trata-se de uma arte que só se adquire depois de longa experiência, acumulada no decorrer de gerações em que a tradição familiar vai aprimorando as técnicas: é o métier, isto é, a profissão dos vinicultores.  

A uva é cultivada desde os tempos antigos, 6000 anos aC, registros apontam que o cultivo da uva se iniciou no período Neolítico, na região do Egito e Ásia Menor. A uva é um fruto da videira. Seu nome científico é Vitis vinifera L. A videira apresenta troncos retorcidos e flores esverdeadas, sendo uma planta própria de regiões de clima temperado.

A vinha e o povo eleito

Agora que entendemos o que é uma vinha e que mesma representa simbolicamente na teologia o povo de Deus em todos os tempos, no antigo e no novo testamento. “A vinha do Senhor é a casa de Israel” (Is 5, 7a), diz o refrão do Salmo, e ainda tem ênfase: “Arrancastes do Egito esta videira, expulsastes as nações para plantá-la; até o mar se estenderam seus sarmentos, até o rio os seus rebentos se espalharam” (Sl 79, 9.12). O que significa dizer que Deus tirou os israelitas da escravidão do Egito e expulsou os povos que habitavam Canaã para ali instalar o povo eleito, a vinha, entregando-lhes aquela terra desde o Mar Mediterrâneo até Israel e firmou com ele uma aliança e prometeu protegê-los era uma vinha especialmente escolhida e cuidada pelo Senhor.

A vinha produziu frutos ruins

Aqui a relação entre uma uva selvagem e o povo se torna evidente e compreensivo ao que Deus esperava do povo e espera até hoje por Ele é misericordioso. Mas entendamos pelas palavras do profeta Isaias, Deus lamenta que a videira não tenha dado os frutos desejados: “esperava que ela produzisse uvas boas, mas produziu uvas selvagens” (Is 5, 2). A uvas selvagens não servem para elaborar vinho ou serem consumidas como alimento, pois são agrazes, isto é, deixam o céu da boca áspero, a língua com uma acidez e um ardor que fazem perder o paladar. É então que Deus cobra dos hebreus todos os benefícios de que foram objeto, dizendo: “O que poderia Eu ter feito a mais por minha vinha e não fiz?

Em resposta o Salmo diz: “Por que razão vós destruístes sua cerca, para que todos os passantes a vindimem, o javali da mata virgem a devaste, e os animais do descampado nela pastem?” (Sl 79, 13-14). Era o que acontecia aos hebreus ao longo dos séculos: quando a ingratidão chega ao seu limite, Deus deixava cair a cerca e os animais invadiam e arrasavam a vinha, ou seja, Israel era dominado pelos pagãos que o rodeavam.

O Dono da vinha

As passagens descritas no Evangelho de Mateus (Mt 21, 33-43)  faz parte da pregação de Nosso Senhor nos últimos dias de sua vida, na terça-feira da Semana Santa. Após a entrada triunfal em Jerusalém, no Domingo de Ramos, nos encontros com aqueles que tramavam a sua morte, pelas ações que Jesus havia feito, a começar pela expulsão dos vendedores do Templo. Nesta parábola Jesus Se dirige às altas autoridades de Israel, os sumos sacerdotes e anciãos do povo responsáveis por guiar e orientar a sociedade. Estes homens eram letrados, profundos conhecedores da Escritura e, sem dúvida, ao ouvir o Mestre a narração, eles tinham presente a profecia e o Salmo que explanamos acima, e muitos outros textos sagrados, nos quais Israel é comparado a uma vinha.

Segundo a descrição de Nosso Senhor(Mt 21, 33)  ao qual harmonizava com as referidas passagens do Antigo Testamento, podemos imaginar o protagonista desta parábola como proprietário de terras com boa capacidade de trabalho e muitas posses, que despendeu cuidados extremos para cultivar sua vinha com a maior perfeição.

Postura dos dirigentes do povo eleito

No evangelho (Mt 21, 34-36) os empregados mandados pelo senhor da vinha para receber os frutos, simbolizam os profetas enviados por Deus ao longo de toda a história de Israel para cobrar os resultados dos que deveriam reger a nação, de acordo com as determinações d’Ele. Então o dono da vinha enviou Jeremias que foi golpeado (Jr37,15), mataram-nos Isaías (Hb 11, 37), Nabot (I Rs 21, 15) e a Zacarias, a quem mataram entre o Templo e o altar (II Cr 24, 21). Todos  emissários foram perseguidos e mortos, como o próprio Jesus denunciou (cf. Mt 23, 30-31.37; Lc 11, 47- 51), porque sua pregação contrariava os interesses dos dirigentes da sociedade. Sua presença tornava-se um estorvo que era preciso eliminar.

Por fim Deus não manda mais um profeta, mas seu Filho para convidar os israelitas a serem fiéis à Aliança. No entanto, eles O matam. Vale lembrar que o Senhor dera ao seu povo toda espécie de dons, regalias e proteção, e amparou-o de inúmeras formas. Mas, em determinado momento, vendo que não cuidavam da vinha e se utilizavam de todos os benefícios para o próprio interesse, e até contra Ele, confia ao seu Filho a missão de convertê-los. No entanto a cobiça de tomar posse da herança do dono, dos bens alheios, o desejo de apropriação e o ódio à superioridade levam os vinhateiros, chefes da nação, a atentarem contra a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Os sumos sacerdotes da época de Jesus tinham o hábito oriental de considerar a interpretação das parábolas como sinal de inteligência e cultura, por isso, sem pensar muito, deram uma rápida solução “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”. Não compreenderam que o Senhor lhes perguntara, “ Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros? (Mt 21, 40). O veredicto dos sumos sacerdotes e dos anciãos do povo era na verdade uma acusação, como tornam patente as posteriores palavras de Nosso Senhor.

A resposta de Jesus é proposta para o mundo de hoje

(Mt 21, 42-43) “Então Jesus lhes disse: Vós nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos? 43 Por isso, Eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”.

Na construção das casas do tempo havia pedras postas nos ângulos para fixar e manter as demais, conferindo firmeza à edificação. Para este fim eram usadas as de maiores dimensões, pois tinham a função de sustentar a construção, e, por suas características peculiares, às vezes não eram adequadas nas etapas anteriores da obra. Isto ocorria, sobretudo, no caso das pedras que rematavam as cúpulas. Ao usar esta figura como símbolo de Si mesmo, Jesus mostra que o Filho, a quem eles recusaram e haveriam de matar, Deus O põe no mais alto patamar. E, aplicando a parábola diretamente a seus interlocutores, os adverte de que, por não terem dado os frutos que deveriam, serão desprezados, postos de lado e privados de seus privilégios, que serão transferidos a outros povos.

Como dissemos no começo deste texto a parábola que estudamos é lindíssima e os comentários sobre este trecho do Evangelho de Mateus ficariam incompletos se limitássemos a sua aplicação àqueles que planejaram a morte de Cristo, ou mesmo à humanidade em seu conjunto. Na parábola dos vinhateiros homicidas cumpre encontrarmos uma lição para cada um de nós, pois as palavras de Nosso Senhor são para os homens de todas as épocas históricas. Com efeito, a vinha de que fala a Liturgia pode ser considerada a alma de todo católico, a quem Deus ama com predileção, a ponto de lhe dirigir a pergunta: “O que poderia Eu ter feito a mais por minha vinha e não fiz?”.

Os dotes que recebemos, desde o ser, a inteligência, a vontade, a sensibilidade, a vocação específica, tudo nos é entregue pelo Senhor da vinha. Dentre estes favores, nenhum é digno de maior apreço que a vida.

Como cuidar da vinha do Senhor? Como zelar e restituir a Deus o que Lhe pertence? Desejo de beneficiar o próximo?  O mundo de hoje é mesma vinha do Senhor da parábola que estudamos, quando ligamos a TV ou lemos no jornal tanta corrupção no Brasil, tanta catástrofe pelo mundo, também nos colocamos a pensar que continuamos a matar os empregados de Deus, que ainda não aprendemos a lição da misericórdia de Deus, por coisas muito simples que devem partir de nós, como ceder o lugar quem tem mais idade num ônibus, a respeitar de diversidade humana, a cumprimentar as peças, recebe-las, independentemente de qualquer coisa. Lembrando-se da maternal intercessão de Maria Santíssima tudo tem solução, quando eu reconheço que não fiz a coisa certa e preciso mudar de vida. Peçamos a Nossa Senhora, então, misericórdia e forças para aceitarmos à vontade do Dono da vinha.

 

Fonte de Pesquisa

Bíblica (antigo e novo testamento sitação de texto)

 

Site Arautos do Evangelho por Mons. João Cla Dias



Escrito por Afonso Clemente às 14h31
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MÃE – APENAS TRÊS LETRAS....

 

É meio estranho um jornalista, homem, vir aqui falar do papel de mãe. Por isso vamos recorrer a outro homem, um poeta de nossa época, Mario Quintana, o poema que compara as palavras mãe e céu.

 

Mãe... São três letras apenas
As desse nome bendito
Também o céu tem três letras
E nelas cabe o infinito

Para louvar a nossa mãe,
Todo bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer

Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do CÉU
E apenas menor que Deus!

(Mário Quintana)

  No ano passado, o poema de Carlos Drumond de Andrade nos ajudou a falar da maneira mais simples e bonita para nossas mães de hoje e a grande Mãe Maria.

Mulher corajosa, que aceitou ser a mãe de Jesus, que O criou com amor e que teve acima de tudo a coragem de presenciar sua morte como homem.

Olhando para a nossa realidade, quantas mulheres, que numa primeira impressão se mostram frágeis e sensíveis. Se tornam mães fortes, corajosas, enfrentam todo tipo de dificuldade e diversidade no cuidado e amor pelos filhos.

Por isso a poesia de Mario, uma palavra tão pequena, para representar uma mulher tão grande. Nós, homens, podemos apenas copiar essa grandeza, por isso a dificuldade de passar em palavras o que uma mãe realmente sente pelo filho.

A passagem de Maria ao pé da Cruz, descrita nos evangelhos nos remete a uma imagem, mas não temos ideia do que Ela sentia.

Portanto, por mais presentes, flores, felicidades, cartões, mensagens de Wattsapp, Facebook, e tudo mais, irá preencher a alegria que uma mãe tem ver seu(s) filho(s) felize(s).

 

Este última frase foi copiada de uma mãe.



Escrito por Afonso Clemente às 14h48
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Carnaval e Suas Controvérsias

“De onde vem o Carnaval? Alguns, erroneamente dizem até que foi a Igreja Católica que o inventou; nada mais absurdo”, esta afirmativa é do Prof. Felipe Aquino[1]. O que na verdade acontece é que a data do carnaval é definida no calendário a partir da Pascoa e isso acaba confundindo as pessoas, que também por sua vez querem buscar uma desculpa de que a Igreja seria conivente com a prática de uma festa com atitudes desenfreadas.


A origem do termo carnaval é no  latim: “carne vale”, isto é, “adeus carne” ou “despedida da carne”; o que significa que no carnaval o consumo de carne era considerado lícito pela última vez antes dos dias de jejum quaresmal. Outros estudiosos recorrem à expressão “carnem levare”, suspender ou retirar a carne.


No livro “Carnaval brasileiro” (Brasiliense: 1992), da antropóloga Maria Isaura Pereira de Queiroz[2], muito antes do cristianismo, o Carnaval era chamado de “Entrudo”, em que comemorava a entrada da primavera. Segundo ela, a festa foi incorporada por um tempo às práticas cristãs e passou a ser comemorada a partir do sábado anterior à quarta-feira de Cinzas. O objetivo era comer e festejar tanto quanto fosse possível, pois a Igreja entraria na Quaresma, tempo de penitência, reclusão e silêncio interior.


Tudo isso era feito com o uso de máscaras, fantasias, cortejos, peças de teatro, etc. As religiões provenientes do Oriente e muito difusas no Império Romano, concorreram para essas festividades carnavalescas. Estas tomaram o nome de “pompas bacanais” ou “saturnais” ou “lupercais”. Como essas festas perturbavam a ordem pública, o Senado Romano, no séc. II a.C., resolveu combater os bacanais e seus adeptos, acusados de graves ofensas contra a moralidade e contra o Estado.

O carnaval surgiu pelo cristianismo na Igreja pela Península Ibérica, Portugal, país de origem da data festiva, as comemorações passaram a ter outros significados. Já não eram mais a primavera ou a fertilidade, mas o contraste entre virtude e vício, vida e morte, Quaresma e Entrudo. Máscaras e fantasias eram utilizadas para representar cada personagem.

De lá para cá, o Carnaval sofreu diversas transformações sociais. De rural passou a ser urbano. Deixou de ser elitista e passou a incorporar outras camadas da sociedade. Aos poucos, foi perdendo suas características em Portugal e ganhou força no Brasil, sua colônia. A partir de 1930, as escolas de samba se desenvolveram no país e o carnaval acabou incorporado à cultura nacional, como sendo uma tradicional festa brasileira. 

O carnaval, sobretudo no Brasil, caminha em direção à dissolução dos costumes, nos bailes e nas escolas de samba predominam o nudismo e  toda espécie de erotismo. Esquece-se que os Mandamentos são a via da libertação e que o pecado é a escravidão da pessoa: “Não pecar contra a castidade” e “Não desejar a mulher do próximo” (cf. Ex 20,2-17; Dt 5,6-21).

Observa-se que o próprio Governo estimula esse desregramento com campanhas de distribuição de preservativos, para que os foliões pequem à vontade sem perigo de contaminação. O Papa João Paulo II assim se expressou sobre a “camisinha”: “Além de que o uso de preservativos não é 100% seguro, liberar o seu uso convida a um comportamento sexual incompatível com a dignidade humana […]. O uso da chamada camisinha acaba estimulando, queiramos ou não, uma prática desenfreada do sexo […] O preservativo oferece uma falsa ideia de segurança e não preserva o fundamental” (PR, nº 429/1998, p. 80).

Esperamos que este texto possa contribuir para que as pessoas usem esse momento que antecede a Quaresma, possam refletir e tomar a decisão livre e absoluta que Jesus nos deu, principalmente quando refletimos suas palavras para vivermos a vocação da santidade quebrando o circulo vicioso da violência por meio do amor e construir uma cultura de paz (Mt 5, 38-48).

 



[1] Prof. Felipe Aquino O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. 

[2] Maria Isaura Pereira de Queiroz é socióloga, escritora, recebeu oPrémio Jabuti 1967. Reconhecida nacional e internacionalmente por seus trabalhos com Ciências Sociais, professora aposentada da Universidade de São Paulo.



Escrito por Afonso Clemente às 14h23
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ADVENTO

Inicia-se hoje o tempo de preparação para a Solenidade do Natal de nosso Senhor Jesus Cristo. A esse, chamamos de Advento. A espiritualidade do Advento é marcada pelos sentimentos de espera, expectativa, atenção e vigilância. Vigilantes, aguardamos a manifestação do Senhor que se dá em dois aspectos.

O 1º aspecto é a sua primeira vinda: manifestação do Verbo encarnado em nosso meio, isto é, seu nascimento, revestido da nossa fragilidade, veio pela primeira vez para realizar seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho de salvação. Quanto ao 2º aspecto, é a sua segunda vinda: sua manifestação gloriosa, no fim dos tempos. Assim, o advento é marcado por dois momentos: o advento escatológico que celebramos no 1º e 2º domingo, cuja mensagem essencial é a vinda de Cristo no final dos tempos; e o advento natalício, onde contemplamos o mistério da encarnação do Menino Deus, no 3º e 4º domingo.

A Escatologia pode ser definida como um termo moderno que indica a parte da teologia que considera as fases 'finais' ou 'extremas' da vida humana ou do mundo: morte, juízo universal, pena e fim do mundo. Os filósofos usam às vezes esse termo para indicar a consideração dos estágios finais do mundo ou do gênero humano (ABBAGNANO, Nicola, Dicionário de Filosofia, 1999).

Nas leituras do 1º domingo do advento, início do ano litúrgico, predominam dois temas: A vinda do Senhor e o tema da Vigilância. Mais do que dois temas, trata-se, antes, de dois movimentos, nos quais acontece o encontro entre duas liberdades: a de Deus e a do ser humano.

O primeiro movimento é sempre de Deus: Ele é por definição “Aquele que vem”. Deus vem ao encontro do ser humano.

Na liturgia da Palavra do Primeiro Domingo do Advento, predomina o pensamento da vinda futura de Jesus. Revestido de sua glória, Ele virá uma segunda vez para conceder-nos em plenitude os bens outrora prometidos que hoje, vigilantes, esperamos. Então, passado o mundo presente, “surgirá novo céu e nova terra”. Por isso, devemos vigiar ficar pronto, agir como se o Senhor estivesse à porta: porque de fato, Ele já está à porta!

No Evangelho a vinda do Senhor (Mt 24,37-44) será como no tempo de Noé e fará justiça sobre os habitantes da terra. O destino não é igual para todos. Deus não faz juízo arbitrário, mas individual, dependendo da condição de cada pessoa. Vivendo no mesmo mundo, dois homens podem estar trabalhando juntos no mesmo campo. O primeiro, sendo justo e vigilante, será salvo; o outro, vivendo ao modo do mundo, não será. Da mesma forma, as duas mulheres que podem estar moendo no mesmo moinho, mas se tiverem comportamentos diferentes terão destinos diversos.

Assim, marcados pelas atitudes de vigilância e de prontidão, estaremos aptos para o segundo movimento. O segundo movimento é caracterizado pela nossa capacidade de ir ao encontro do “Filho do Homem”, isto é, do Senhor que vem!

Na primeira leitura (Is 2, 1-5) este movimento de ida ao encontro fica claro com o desejo: “Vamos subir ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que Ele nos mostre seus caminhos e nos ensine a cumprir seus preceitos (Is 2,3) [...] transformarão suas espadas em arados e suas lanças em foices: não pegarão em armas uns contra ou outros e não mais travarão combate.” (Is 2,4) Assim, haverá uma era de justiça e paz!

No Salmo cantamos com o salmista: “Que alegria, quando me disseram: vamos à casa do Senhor!” (Sl 121, 1)

Na segunda leitura o movimento de ida ao encontro do Senhor é revelado no novo modo de ser: “despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da luz” (Rm 13,12), isto é, tenhamos uma vida revestida do Senhor Jesus Cristo e não nos entreguemos às vontades carnais, comilanças, bebedeiras, libertinagem e brigas.

Vigilantes, tenhamos a certeza que o Senhor vem, cada dia, ao nosso encontro. Que neste tempo do advento, sintamo-nos encorajados a viver sempre atentos, vigilantes na caridade, sem deixar-nos distrair do essencial de nossa fé, pelas ilusões deste mundo passageiro, tão marcado pelo consumismo.

Rezemos, para que Deus nos ajude na preparação para a vinda do Senhor! Amém!

 

Padre Idalirio de Oliveira Olini



Escrito por Afonso Clemente às 20h02
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FINADOS 2016

O dia de hoje é dominado pela saudade afetuosa das pessoas falecidas que nós amávamos quando vivas. Somos levados a pensar neste dia sobre a morte. No entanto, não é somente neste momento e nem na proximidade da morte que se torna preciso pensar nela. É durante toda a vida. A questão da morte é uma preocupação universal para o ser humano, desde a mais tenra idade até a velhice, a situação da morte nos leva a pensar sobre a existência, a nossa vida.

            A vida é um fascinante mistério. Experimentamos este mistério sob o horizonte da morte: as coisas nascem se afirmam e perecem. Neste sentido, a partir desta aparente ruptura brusca causada pela morte, que num primeiro momento parece ser a destruição de toda a existência, é que o ser humana organiza a sua existência, sua vida.

            Deus é amigo da vida. Não devemos esquecer nuna que no cerne de nossa fé há uma morte/vida. Referimo-nos aqui “[...] Cristo morreu e ressuscitou para ser o Senhor dos mortos e dos vivos (Rm 14,9). Deus, porém, não é Deus dos mortos, mas dos vivos ( Mt 22,32).

             Assim, para nós cristãos, devemos crer que nossos mortos vivem num sentido bem mais verdadeiro e pleno: vivem em Deus. Lembramo-nos a leitura do livro da Sabedoria: “A vida dos justos está nas mãos de Deus e nenhum tormento os atingirá” (Sb 3,1). Dessa forma, a vida eterna na casa paterna, depende do modo como a pessoa vive nesta vida. Todavia, não nos esqueçamos que Deus é misericordioso. Por isso, também nos lembra a sequencia da leitura no livro da Sabedoria: tendo sofrido leves correções, serão cumulados de grandes bens, porque Deus os pôs à prova e os achou dignos de si” (Sb 3,5).

            É com fé na ressurreição que devemos celebrar o “Dia de Finados”. Devemos celebrar com esperança na vida e no testemunho daqueles que partiram e encontraram seu “lugar” que Jesus preparou na Casa do Pai.

            Na leitura do livro do Apocalipse de João fica claro que a nova relação que existe entre Deus e os homens é apresentada como céu novo e terra nova. “Esta é a morada de Deus entre os homens. Deus vai morar no meio deles. Eles serão o seu povo, e o próprio Deus estará com eles” (Ap 21,3).

            Como cristãos, professamos que Cristo foi ressuscitado pelo Pai! A Igreja nos ensina que: como aconteceu com Cristo na sua ressureição, assim acontecerá com que são de Cristo. Desse modo, crentes na ressurreição dos mortos, que somos, nos lembra o Salmo: “Peregrino e feliz caminhando para a casa de Deus” (Sl 42,3), devemos orientar nossa vida bem-aventuranças.

            Quem se aproxima das bem-aventuranças de Jesus percebe que seu conteúdo é inesgotável. Sempre nos possibilita novas leituras, compreensão e, portanto, sempre nos apresenta uma resposta de como devemos organizar nosso existência, nossa vida de peregrino rumo a morada eterna, que é junto a Deus Pai misericordioso.

            As bem-aventuranças são belas expressões que Jesus coloca diante de nossos olhos como garantia última da felicidade humana. Aqueles que vivem inspirando-se neste programa de vida, “serão consolados” (Mt 5,4), “ficarão saciados de justiça” (Mt 5,6), “alcançarão a misericórdia” (Mt 5,7), “verão a Deus” (Mt 5,8) e desfrutarão de seu reino.

            Por fim, hoje é dia de afirmar nossa certeza na misericórdia divina e rezar pelos nossos entes queridos, nossos amigos falecidos.

            Sabemos que a morte rouba o convívio com as pessoas queridas. Sofremos a perda, experimentamos o vazio, um oco no estômago, uma angústia incontida. Fica a dor da lembrança, a saudade. Mas a nossa fé em Jesus, Ressuscitado pelo Pai, nos leva saber como é o Deus da vida. Deus faz germinar em nossos corações a esperança. Esperançosos, temos certeza que um dia Ele enxugará nossas lágrimas! Não haverá mais morte, não haverá gritos nem fadigas. Tudo isso terá passado pois, Na pessoa de Jesus Cristo, Deus nos ressuscitou e nos fez sentar no céu” (Ef 2,6)

Texto escrito por: Padre Idalirio de Oliveira Olini



Escrito por Afonso Clemente às 12h01
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Agosto e as Vocações

O mês de agosto está finalizando, nele se encerram as meditações dedicadas às vocações. A pergunta que fica: O que aprendemos de novo com as novas mensagens? Será que as mensagens foram novas? Será que renovamos nosso estoque de parabéns aos pais, no segundo domingo? E aos padres?  Lembramo-nos dos leigos, e dos catequistas?

Fim do mês de agosto, fim do mês dedicado às vocações, no texto deste mesmo mês escrito aqui neste espaço à um ano falamos dos padres, lembrando que o sacerdote age em nome de Cristo e é seu representante dentro da comunidade.  Também nos lembramos dos pais, donde destacamos que o pai é representante legítimo de Deus perante os filhos e é sua missão conduzi-los nos caminhos de Cristo.

Agora nos perguntamos. O que eu fiz para que o mundo pudesse ser um lugar melhor a partir da reflexão de vocação? Cada um dentro do seio familiar pode comemorar,  por exemplo, o dia dos pais. É fato que muitos pais acontecem por acidente, se assim podemos chamar, e muitas vezes esses acidentes levam a formação de grandes homens, amorosos, responsáveis, cheios de carinho e tudo o mais que se espera. Por outro lado pode ocorrer o inverso, pais que abandonam, tratam mal, são descuidados, não se preocupam, e outras coisas ruins. Estes não são pais, são apenas genitores, como bois reprodutores.

Alguém como alma de pai, não necessariamente um homem, irá assumir esse papel de pai educador, amoroso e assim cumprir a premissa de representante legítimo de Deus. Isso é vocação, muitos tem a oportunidade de ser pai de jovens promissores, dedicados, estudiosos, amorosos, mas não conseguem enxergar, pois o chamado de Deus não chega aos seus ouvidos, que muitas vezes estão ocupados como outras atividades ou momentos de vida: “agora não posso, estou ocupado com meu jornal”.

O chamado de Deus fala muitas vezes através da voz uma pequena criança, de um jovem, ou até mesmo por um olhar deles. E preciso aprender a ouvi-los, pois pode ser Deus que esteja falando como você.

Ser pai vocacionado seja talvez uma das fases da vida de uma pessoa, outras vocações nos são apresentadas durante nossa jornada. Quando jovem muitos ficam um tanto quanto perdidos, principalmente nesta época na busca de uma carreira, um tanto quanto atordoados com tantas opções profissionais, aí a grande dúvidas: - qual delas preenche meus anseios, atendem minhas qualidades?

Não deixa de ser também uma busca vocacional, para qual entendemos que se pode usar a receita de fazer o bem, preencher nosso coração com a satisfação do dever cumprido, para aquilo que temos jeito de fazer melhor e com gosto.

Exercer a vocação é acima de tudo fazer aquilo que o Pai nos orienta, se a exercemos de maneira correta, digna, buscando o bem de outras pessoas e da natureza, estamos nos fazendo um grande bem, acima de tudo o que esta vocação possa nos proporcionar.



Escrito por Afonso Clemente às 17h20
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SÃO DIMAS

Nesta data de reinauguração da Igreja da Comunidade de São Dimas em Indaiatuba vamos relembrar um pouco da vida desse santo.

Um santo não tão popular, mas com um legado de fé que nos ensina que para Jesus, todos que se arrependerem serão salvos. Na bíblia sagrada ele não é tão mencionado, mas, foi Cristo quem o consagrou, em um dos momentos mais marcantes de suas vidas: a crucificação. Dimas é conhecido como o “bom ladrão”, e aparece no evangelho de Lucas, no entanto, é tido como um personagem sem nome, nos evangelhos canônicos.

De onde vem o nome Dimas

            Uma das versões de pesquisa histórica nos reporta ao evangelho apócrifo de Nicodemos, parte que narra os “Atos de Pilatos”. Nele é citado o nome os dois malfeitores que estavam ao lado de Jesus na Cruz: Dimas e Gestas. Segundo alguns historiadores o nome Dimas tem uma ligação com o grego, e quer dizer “aquele que nasceu ao por sol”. Ao avaliarmos por esse aspecto tudo faz sentido, pois foi naquela tarde que Jesus o consagrou quando ele pede “lembra-te de mim quando vieres no teu reino” e Jesus respondeEm verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso" (Lucas 23:39-43).

A devoção

São Dimas é o santo padroeiro dos presos e das casas penitenciárias. Sua divindade também é invocada para a proteção das casas contra roubos. A Igreja Católica comemora no dia 25 de março o dia do padroeiro, pois essa data é tida como o dia da crucificação do Senhor. Ele também é o protetor dos pecadores, que nos últimos instantes de vida, arrependem-se e clamam pelo perdão.

Curiosidades Históricas

O culto de São Dimas vem desde os primeiros séculos da era Cristã. Sta. Helena, mãe do Imperador Constantino mandou fazer as escavações no Calvário, e descobriu a cruz do Salvador, foi encontrada também a cruz de São Dimas, o bom ladrão. A Santa Imperatriz deu esta relíquia preciosa aos habitantes da Ilha de Chipre (Turquia). Neste local a cruz foi conservada e venerada durante séculos na Capital Nicosia, hoje Lefkosia.

 

Muitos peregrinos vinham de longe venerar o “bom ladrão” e diziam que a cruz permanecia suspensa milagrosamente atrás do altar mor. Depois uma parte desta cruz foi levada para Constantinopla e dividida em parcelas por diversas igrejas do Oriente e do Ocidente à medida que se propagava a própria igreja Cristã. Uma das partes dessa cruz atualmente se encontra na Igreja da Santa Cruz de Jerusalém em Roma, no Altar Mor da capela das relíquias, trata-se de um pedaço importante do braço da cruz de São Dimas.



Escrito por Afonso Clemente às 20h55
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Campanha da Fraternidade 2016

Neste ano a Campanha da Fraternidade terá dimensão internacional pelas características do tema que este ano será “Casa Comum, nossa responsabilidade”. O lema bíblico é “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”, retirado do livro de Amós, capitulo 5, versículo 24.

A campanha da fraternidade neste ano quer chamar atenção para a questão do direito ao saneamento básico para as pessoas, buscando fortalecer o empenho, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro da Casa Comum, ou seja, do planeta Terra.

A outra novidade é que a Campanha da Fraternidade de 2016 acontecerá de forma ecumênica envolvendo o CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil  e assumida pelas  igrejas-membro: Católica Apostólica Romana, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil, Presbiteriana Unida do Brasil e Sírian Ortodoxa de Antioquia.

Além dessas igrejas, estão integradas à Campanha a Aliança de Batistas do Brasil, Visão Mundial e Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP).

OLHANDO PARA A REALIDADE

O Brasil é um dos países com o índice mais alto de pessoas que não possuem  banheiro com quase 7,2 milhões de habitantes, de acordo com o Progress on Sanitation and Drinking-Water, 2014. Cerca de 35 milhões de pessoas não contam com água tratada em casa e quase 100 milhões estão excluídas do serviço de coleta de esgotos, como aponta publicação, de 2015, do Instituto Trata Brasil.

Ainda de acordo com o Trata Brasil, a cada 100 litros de água coletados e tratados, em média, apenas 67 litros são consumidos. Contudo, 37% da água no Brasil é perdida, seja com vazamentos, roubos e ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água, resultando no prejuízo de R$ 8 bilhões.

A soma do volume de água perdida por ano nos sistemas de distribuição das cidades daria para encher seis sistemas Cantareira. Eis o porquê de se falar desse assunto, uma vez que afeta a saúde pública, a dignidade humana, a sustentabilidade do planeta e, também, a economia.

 


Fonte: 
http://portalkairos.org



Escrito por Afonso Clemente às 18h04
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Ano da Misericórdia

Ano da Misericórdia

O Papa Francisco definiu o dia 08 de dezembro de 2015, Solenidade da Imaculada Conceição de Maria, o início do ano Santo da Misericórdia. Sua Santidade ressaltou a grandeza da misericórdia divina e, ao mesmo tempo, a importância em se viver na  vida, nas atitudes a virtude da misericórdia.

“Somos chamados a viver de misericórdia, porque, primeiro, foi usada misericórdia para conosco”, diz o Papa

Na bula Misericordiae Vultus ("O rosto da misericórdia"), o Santo Padre explica por que decidiu proclamar este Ano Santo e indica os passos para vivê-lo com fruto.

A data escolhida pelo Papa Francisco para iniciar o Jubileu tem alguns significados. Em primeiro lugar, indica a experiência de misericórdia vivida por Maria Santíssima. "Depois do pecado de Adão e Eva, Deus não quis deixar a humanidade sozinha e à mercê do mal. Por isso, pensou e quis Maria santa e imaculada no amor, para que Se tornasse a Mãe do Redentor do homem", disse o Papa. "Perante a gravidade do pecado, Deus responde com a plenitude do perdão. A misericórdia será sempre maior do que qualquer pecado, e ninguém pode colocar um limite ao amor de Deus que perdoa."

Outro ponto significativo é que o dia 8 de dezembro de 2015 também marca os 50 anos de encerramento do Concílio Vaticano II. O Papa Francisco assinalou este evento como "uma nova etapa na evangelização de sempre" e, citando São João XXIII e o Beato Paulo VI, ressaltou o primado da misericórdia na vida da Igreja.

Durante o Jubileu as leituras para os domingos do Tempo Comum serão tomadas do Evangelho de Lucas, conhecido como "o evangelista da misericórdia". Dante Alighieri[1] o definia "scriba mansuetudinis Christi", "narrador da mansidão de Cristo". São bem conhecidas as parábolas da misericórdia presentes neste Evangelho: a ovelha perdida, a moeda perdida, o pai misericordioso.

O rito inicial do Jubileu é a abertura da Porta Santa. Trata-se de uma porta que se abre apenas durante o Ano Santo, enquanto nos outros anos permanece selada. Têm uma Porta Santa as quatro basílicas maiores de Roma: São Pedro, São João de Latrão, São Paulo fora dos Muros e Santa Maria Maior. O rito de abertura expressa simbolicamente o conceito de que, durante o tempo jubilar, se oferece aos fiéis um “caminho extraordinário” para a salvação.

Após a abertura da Porta Santa na Basílica de São Pedro, serão abertas sucessivamente as portas das outras basílicas maiores. Assim em cada comunidade uma porta foi aberta, representado a misericórdia Divina.

 

Na Paróquia Nossa Senhora da Candelária, o símbolo foi instalação de um confessionário, representando o símbolo da misericórdia concedida no sacramento da comunhão.



[1] Dante Alighieri foi um escritor, poeta e político italiano. É considerado o primeiro e maior poeta da língua italiana, definido como il sommo poeta.



Escrito por Afonso Clemente às 12h14
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Êxodo de nossos dias

Já faz algum tempo que assistimos pelos canais de televisão e vemos nos jornais e revistas a migração de refugiados da África, da Síria e outros países que de uma forma ou de outra passam por algum conflito interno. Isso nos remete a uma reflexão sobre o êxodo de nossos dias, que ao contrário do mar vermelho, muitos se afogam nas travessias. E o que mais nos comove é a morte de crianças, como o caso do menino sírio Alan Kurdi.

Ao fazermos uma leitura no livro do êxodo, observamos acima de tudo a vitória da liberdade sobre a escravidão. Por outro lado mais matemático a forma de como essa liberdade se deu. Observamos um grande planejamento, uma estratégia e plano, que passa pelo convencimento do Faraó. 

A partir das narrativas descritas nos capítulos 12, 12 e 14, percebemos Deus atuando na transformação do homem, desejo por uma vida melhor, conduzindo o povo por uma estratégia que conduz até o mar vermelho.

Hoje a metáfora do mar vermelho se faz presente nas famílias caminhando pelos países da antiga Europa. Lugares que passaram por grande transformação, desde o tempo do império romano ( de 5 a.C até 350 d.C), pela expansão e descoberta de novos continentes, pelos conflitos, como a primeira guerra mundial (1914 a 1919), pela segunda grande guerra (1939 a 1945).

E o que aprendemos com tudo isso? Talvez pouco. Os povos continuam se estranhando pela cor da pele, pela religião, pela diferença social, pela opção sexual, enfim, por qualquer motivo, menos aquele que Moisés motivou os escravos a seguirem, e mesmo para ele foi muito difícil.

O conflito na Síria deu origem a cerca de 1,5 milhão de refugiados registrados em julho de 2013. Segundo o estudo da ONU, a presença contínua de uma longa situação de refúgio é um lembrete de que a travessia das fronteiras internacionais não é opcional, mas sim a única alternativa viável para milhões de pessoas.

A título de exemplo, a Europa, em meados do século 19 e início do 20, passava por uma explosão demográfica (devido ao desenvolvimento de técnicas médico-sanitárias e o consequente aumento da natalidade) que, aliada à crise na produção agrícola e à fome (motivadas por sucessivas guerras), impulsionaram a saída de muitos europeus em direção a países do continente americano, movidos pelos sonhos do acesso à terra e do enriquecimento rápido.

Foi justamente com esses e outros tantos sonhos que, entre 1884 e 1933, quase 4 milhões de imigrantes desembarcaram no Brasil (alemães, espanhóis, portugueses, italianos, japoneses, turcos, sírios, entre outros), com destaque para os italianos, que somavam algo em torno de 1,5 milhão de pessoas.

Esses são e foram os escravos de novos tempos sempre em busca de uma terra prometida. 



Escrito por Afonso Clemente às 15h22
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Dia do Irmão

A motivação para esse texto está centrada na data - 05 de setenbro - dia do irmão.


Normalmente quando se fala de irmão, refere-se tanto ao filho dos nossos pais, nosso irmão consanguíneo, como também aquela pessoa especial, considerada um grande amigo e que você sente como se fosse um membro da sua família. 

Já para os cristãos, os "irmãos" são todos os nossos "próximos" que, diante da doutrina divina, são "filhos" de um mesmo Pai: Deus.

Origem do Dia do Irmão

No Brasil, o dia do irmão é tradicionalmente celebrado em 5 de Setembro. No entanto, não há um registro que oficialize a data no país.

O dia surgiu por iniciativa da Igreja Católica, que homenageia o aniversário de morte da missionária Madre Teresa de Calcutá, desde 2007 - data que completou 10 anos de sua morte. 

No contexto religioso, o sentido da palavra "irmão" está ligada ao "próximo". Portanto, esse dia serve para incentivar as pessoas a repensarem as atitudes perante os outros seres humanos, sendo mais humildes, companheiros e gentis. 

O dia do irmão é uma data bastante celebrada na Índia (durante o mês de agosto). Lá, os hindus fazem um ritual de oferenda entre irmãos e irmãs de uma família, simbolizando a união e proteção entre eles. 

Os dois conceitos do dia dos irmãos se misturaram no Brasil, sendo comemorado na data da morte de Madre Teresa de Calcutá (5 de Setembro), porém com um significado mais direcionado para homenagear os irmãos consanguíneos, como acontece na Índia. 

Quando busquei nos meus desenhos uma imagem de irmãos para ilustrar esse texto, as maioria delas eram de crianças, Aí me questionei, por que?! Talvez porque as crianças são as poucas criaturas que mantem esse sentimento de irmandade tão aflorado.

Quando olhamos ao nosso redor, fica muito difícil olharmos para as pessoas como irmãos, pelas diferenças sociais, culturais, religiosas, raciais e acima de tudo pelos valores morais que a sociedade nos doutrina. Não estamos preparados, pois ainda não absorvemos na sua totalidade a mensagem de Jesus.

 

Fonte de pesquisa: www.calendário.com



Escrito por Afonso Clemente às 16h48
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Jose de Anchieta "Apostolo do Brasil"

Nos mês de junho são lembrados os santos Antonio, João e Pedro, pela tradição das festas juninas. O que muitos esquecem é que neste mês também se faz lembrança do Padre Anchieta (1534 – 1597), o "Apóstolo do Brasil" foi beatificado pelo Papa João Paulo II e canonizado pelo Papa Francisco, no dia 3 de abril de 2014.

Anchieta foi um padre jesuíta espanhol. Com 14 anos de idade, estudou no Real Colégio das Artes em Coimbra. Ingressou na Companhia de Jesus e ainda noviço, veio para o Brasil na frota de D. Duarte da Costa, segundo governador-geral. Dedicou-se ao trabalho de educar os filhos dos colonos, a pacificar e catequizar os índios. Participou da Fundação de São Paulo. Lutou pela expulsão dos franceses do Rio de Janeiro. Viajou para Bahia, onde foi ordenado padre. Escreveu cartas, sermões, poemas, peças teatrais e a Gramática Tupi, que foi usada em todas as missões dos jesuítas.

As Paróquias da cidade de Indaiatuba, Matriz Nossa Senhora da Candelária,  Santa Rita na Cidade Nova, Nossa Senhora de Lourdes em Helvitia, Santo Antonio na Morada, Sta Terezinha em Itaici e a futura Paroquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro no alto da Morada do Sol, todas pertencem a Forania Padre Anchieta. Assim, no dia de seu padroeiro, Padre Anchieta, foi celebrada uma missa na Praça do Lago, jardim Morada do Sol no dia 09 de junho.

José de Anchieta nasceu em San Cristóbal de La Laguna, na ilha de Tenerife, nas Canárias, pertencente à Espanha, no dia 19 de março de 1534. Filho de João Lopez de Anchieta, fidalgo basco, e Mência Dias de Clavijo y Lerena, descendente dos conquistadores de Tenerife. Aprendeu as primeiras letras em casa, ingressou na escola dos dominicanos. Aos 14 anos, em companhia de seu irmão mais velho vai para Coimbra. Ingressa no Real Colégio das Artes, onde estuda humanidades e filosofia.

Em 1550, Anchieta inscreve-se para o Colégio da Companhia de Jesus, em Coimbra, e em 1551 é recebido como noviço, dois anos mais tarde é escolhido para as missões em terras brasileiras. Com um grupo de religiosos, integra a frota de Duarte da Costa, segundo Governador-Geral do Brasil, enfrentando 65 dias de viagem, na travessia do Atlântico. Ao chegar na Capitania de São Vicente, Anchieta teve seu primeiro contato com os índios. A ação dos jesuítas na catequese dos índios se estendia de São Vicente até os campos de Piratininga.

José de Anchieta, junto com outros religiosos, com o objetivo de catequizar os índios carijós, sobe a Serra do Mar, rumo ao Planalto, onde se instala e funda o Colégio Jesuíta. No dia 24 de janeiro de 1554, dia da conversão do Apóstolo São Paulo, celebra uma missa, em sua homenagem. Era o início da fundação da cidade de São Paulo. Logo se formou um pequeno povoado. José de Anchieta aprendeu a língua tupi, o que mais tarde lhe permitiu escrever a gramática tupi, que seria usada em todas as missões dos jesuítas.

José de Anchieta participou da luta para expulsão dos franceses, que em 1555, haviam invadido o Rio de Janeiro e conquistado os índios tamoios. Depois de várias lutas, finalmente foram expulsos no dia 18 de janeiro de 1567.

Em 1577, com 43 anos e 24 passados no Brasil, Anchieta é designado provincial, o mais alto cargo da Companhia de Jesus no Brasil. Com a função de administrar os Colégios Jesuítas do país, viaja para Olinda, em Pernambuco, para a Bahia, para Reritiba (hoje Anchieta) no Espírito Santo, para o Rio de Janeiro, Santos e São Paulo. Foram 10 anos de visitas.

Em 1597, o padre José de Anchieta, já doente vai para Reritiba, aldeia que fundou no Espírito Santo, onde passa seus últimos dias, falecendo no dia 9 de junho de 1597, sendo foi canonizado, pelo Para Francisco, no dia 3 de abril de 2014.

Fonte: http://www.e-biografias.net acesso em 07/06/2015



Escrito por Afonso Clemente às 13h36
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Dia da Mães: é todo dia

Não sei por que tem que ter um dia das mães. Quer dizer, eu sei, é para o comércio alavancar um pouco suas vendas, principalmente em tempos de grandes dificuldades econômicas e financeiras para todos.

Mas deixando o comércio e presentes de lado, voltamos para as mães. Como é bonito vermos tantas mulheres com esse dom maravilhoso da maternidade. É um amor que nós homens, não conseguimos entender e muitas vezes viver.

Nós aprendemos aos poucos compreender como é essa dinâmica do amor materno. Eu por exemplo, que não posso desfrutar da presença de minha mãe, fico observando a minha esposa, talvez tenha transferido para ela esse sentimento, que também não sou capaz de explicar.

Por outro lado, tem casos que acontecem que nos deixam muito entristecidos, se existem mães com amor incondicional, existem mães que não souberam e não sabem o dom que receberam de Deus para a maternidade. Como o caso da mãe que matou seu filho, por que não suportava o peso dele ser autista. Renegando o símbolo mais evidente de Maria a Mãe de Jesus, que soube dizer sim, sem questionar ou duvidar de seu papel, e o acompanhou até seus últimos momentos como ser humano neste mundo.

Aí vasculhei meus arquivos para deixar a todos os dias e não somente no dia das mães um poema de Carlos Drummond de Andrade, que teve o dom de escrever algo tão bonito:

Para Sempre 

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento. 
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade

E por que será que tantos filhos esquecem que mãe não é pra sempre? Tratam como se fosse uma empregada, usam e abusam de sua bondade, inserida no amor incondicional que tem pelos filhos que serão sempre pequeninos.

Mãe que choram por que seus filhos não conseguem um emprego. Ficam triste, talvez mais que eles. E muitas vezes, chora sozinha, para não incomodar o marido que também não à compreende.

Mãe que tira de sua já pequena aposentadoria uma parte para pagar os estudos do filho, que muitas vezes “mata” a aula para ir à diversão com os amigos, não estão nem aí com ela.

Mãe que reza e pede pela felicidade do filho.

Esse é o dia das mães que vemos,

AH! Mas você está muito pessimista. Olha para as lojas. Estão cheias de filhos comprando presentes para as mães. O comércio comemora o aumento das vendas. Isso é felicidade das mães.

 

Que pena que você pensa assim.



Escrito por Afonso Clemente às 11h50
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Uma visita ao Pai

Passando pela porta da Igreja, uma vontade passou pelo coração, se é que o coração tem algum sentimento. Mas, atendi ao seu pedido, fui entrando pelo corredor principal da Igreja e já lá no final vi uma luz vermelha. Olhei para o sacrário e uma imagem se formou em minha mente. Um Jesus com os braços abertos me perguntou: “Meu filho veio me visitar?”. Não me lembro se tinha alguém por perto, só estou pensando nisso agora, mas me lembro que respondi: sim Senhor, estava pensando em Ti quando passei na frente de Tua casa e entrei para lhe ver.

Como é bom saber que temos um Pai que nunca nos abandona. Está sempre de nosso lado para nos guiar, a ainda saber que nós nem percebemos sua presença. Não damos a menor importância, mas Ele está lá. Muitas vezes  nos revoltamos como todo filho rebelde,  achamos que Ele não viu uma ou outra dificuldade que passamos, por que para nosso tempo de mundo as coisas deveriam acontecer como nós queremos, mas nem sempre é assim. O tempo Dele é diferente do nosso.

Neste tempo de final de quaresma a igreja nos convida a refletir sobre estes grandes momentos, a morte e ressurreição de Jesus, muitas vezes paramos nossa reflexão na sexta-feira, dia da paixão e morte do Senhor, e nos esquecemos de que estamos em 2015 e que Jesus já ressuscitou e está entre nós, acompanhando nossos passos, mesmo que não o vejamos.

Visite  JESUS,  ele está esperando pela sua visita todos os dias.

 



Escrito por Afonso Clemente às 10h57
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